Veículo: No Amazonas é Assim
Editoria: Notícias
Tipo notícia: Reportagem
Data de publicacao: 21/08/2026
Origem da notícia: Iniciativa da mídia
Categorias: Assunto de interesse
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Intenção de consumo das famílias cresce no Amazonas pelo segundo mês seguido, aponta CNC

A intenção de consumo das famílias amazonenses avançou pelo segundo mês consecutivo em agosto, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice cresceu 0,6% no mês, já descontados os efeitos sazonais, e chegou a 128,9 pontos.

O resultado mantém o indicador em nível considerado de satisfação, acima dos 100 pontos. Na comparação com agosto de 2025, a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou alta de 9,2%, com crescimento anual em todos os componentes avaliados.

O avanço mensal foi impulsionado principalmente pelo Acesso ao Crédito, que aumentou 6,6%, e pela Perspectiva de Consumo, que cresceu 4,6%.

Por outro lado, houve recuo de 1,4% na Renda Atual e de 2,8% no Momento para Compra de Duráveis, indicando maior cautela das famílias em relação à renda disponível e à aquisição de produtos de maior valor.

Expectativa de consumo melhora

A Perspectiva de Consumo foi um dos principais destaques do levantamento de agosto. Na comparação anual, o componente cresceu 0,8%, revertendo a queda de 3,5% registrada em julho.

O resultado indica uma percepção mais positiva das famílias amazonenses sobre a capacidade de consumo nos próximos meses.

O cenário é diferente do observado no país. Em agosto, a Perspectiva de Consumo nacional recuou 0,2%, após quatro meses consecutivos de crescimento.

Mercado de trabalho ajuda a sustentar confiança

O mercado de trabalho também contribuiu para a melhora do indicador no Amazonas.

O componente Emprego Atual avançou 1,2% em agosto e acumulou crescimento de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2025.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Amazonas registrou saldo líquido de 12.377 contratações no primeiro semestre de 2026, alta de 2,2% em relação ao início do ano. No mesmo período, o resultado nacional cresceu 2%.

Apesar da melhora nas condições atuais, a percepção sobre o futuro profissional apresentou queda de 0,9% em agosto, no segundo mês consecutivo de retração.

Na comparação anual, porém, a Perspectiva Profissional ainda acumula alta de 11,4%, indicando que a avaliação das famílias permanece mais positiva do que há um ano.

Renda e compra de bens duráveis recuam

A Renda Atual também apresentou resultado negativo em agosto. Depois de crescer 0,5% em julho, o componente caiu 1,4% no mês.

Apesar da retração, o indicador ainda registra alta de 5% na comparação anual. Em julho, o crescimento havia sido de 6,9%.

Já o Momento para Compra de Duráveis teve a maior queda mensal, de 2,8%, mantendo uma sequência de três meses de retração.

Mesmo com a queda, o componente está 21,3% acima do nível registrado em agosto de 2025. O dado indica que as famílias estão mais cautelosas para comprar bens duráveis em relação ao mês anterior, mas ainda avaliam as condições de aquisição de forma mais favorável do que há um ano.

Crédito tem peso maior entre famílias de menor renda

A intenção de consumo cresceu tanto entre as famílias com renda de até dez salários mínimos quanto entre aquelas com renda superior a esse limite.

Na comparação anual, o ICF avançou 9,2% entre as famílias de menor renda e 9,6% entre as de maior renda.

Apesar dos resultados semelhantes, os fatores que sustentaram o avanço foram diferentes.

Entre as famílias com mais de dez salários mínimos, os principais destaques anuais foram a Perspectiva Profissional, com alta de 14,5%, e a Perspectiva de Consumo, que cresceu 22,2%.

Já entre as famílias de menor renda, o Momento para Compra de Duráveis apresentou alta de 25%, reforçando a importância do crédito e das condições de aquisição para esse grupo.

Na variação mensal, a intenção de consumo também avançou nos dois segmentos. Entre as famílias de maior renda, o crescimento foi de 0,9%, após dois meses de queda. Entre as de menor renda, houve alta de 0,5%, a segunda consecutiva.

Famílias de menor renda dependem mais do crédito

Entre as famílias com renda de até dez salários mínimos, os principais avanços mensais foram registrados no Acesso ao Crédito, que cresceu 7%, e na Perspectiva de Consumo, com alta de 2,8%.

Em contrapartida, a Renda Atual caiu 1,5% e o Momento para Compra de Duráveis recuou 3,3%.

Entre as famílias de maior renda, o crescimento mensal foi impulsionado principalmente pela Perspectiva de Consumo, que avançou 6%, e pelo Nível de Consumo Atual, com alta de 2%.

Nesse grupo, a Renda Atual caiu 1,8%, enquanto a Perspectiva Profissional recuou 1,3%.

Os resultados mostram diferenças na forma como os grupos avaliam o consumo. Para as famílias de menor renda, o acesso ao crédito aparece como um dos principais mecanismos de sustentação da intenção de compra. Entre as famílias de maior renda, a influência dessa variável é menor.

A diferença também aparece na avaliação sobre a compra de bens duráveis: enquanto o indicador caiu 3,3% entre as famílias de menor renda, houve alta de 1,2% entre as de maior renda.