TRÂNSITO MOTORISTAS DE ROTAS CRUZAM OS BRAÇOS
Paralisação dos trabalhadores do transporte de rotas do Distrito Industrial deu ‘nó’ no trânsito; greve foi encerrada após os sindicatos da categoria e patronal acordarem reajuste salarial.
Caos total
A ação, que durou cinco horas gerou um caos durante o início do dia, travando o trânsito das vias principais do Distrito e das vias secundárias, com reflexos em toda a cidade
Conquistas
Acordo garantiu reajuste salarial de 5,5% a partir de setembro, aumento nos auxílios alimentação e cesta básica, além de estabilidade provisória para os grevistas
Coletivos
A greve dos rodoviários do transporte de ônibus coletivos da capital, prevista para ser realizada na manhã de ontem por conta de atrasos salariais, foi cancelada após acordo entre o sindicato dos trabalhadores e as empresas concessionárias
PARALISAÇÃOSindicato fecha acordo com motoristas de rota e encerra paralisação de mais de cinco horasApós mais de cinco horas de paralisação, que deixou o trânsito de Manaus nas principais avenidas e ruas de acesso um caos, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento, Turismo, Rodoviários Intermunicipal Interestadual e Internacional do Estado do Amazonas (Sifretam) conseguiu fechar um acordo depois de uma assembleia-geral extraordinária realizada às 11h desta manhã, na sede da entidade, encerrado definiticamente a greve.A paralisação começou ainda antes das 5h dessa quinta-feira (20/08), quando os motoristas do transporte especial, que faziam a rota dos funcionários que trabalham no Distrito Industrial cruzaram os braços ao negar o reajuste salarial de 3% para a categoria.De acordo com o Segundo informações repassadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial) os trabalhadores se concentrado em pontos das zonas Sul, Leste, Norte, Oeste e Centro-Oeste de Manaus, parando os ônibus e micro-ônibus em ruas e avenidas como a Autaz Mirim, Bola da Suframa, Bola da Samsung, Oitis, Torquato Tapajós, Pedro Teixeira, chegando até à cabeceira da Ponte Rio Negro.A ação gerou um caos total na cidade, travando o trânsito, deixando de levar os funcionários às fábricas do Polo Industrial, bem como causando um grande congestionamento nas ruas secundárias que durou várias horas, levando muitos trabalhadores e estudantes a chegar atrasados.Motoristas de carro de passeio que saíam da zona Leste para pegar o Distrito Industrial não conseguiram, pois a avenida Autaz Mirim ficou completamente parada no sentido Centro. Ao tentar buscar a rota alternativa, pelo São José, o problema foi ainda pior, pois as ruas adjas-centes ficaram congestionadas.Com o acordo firmado em . assembleia, empresários e trabalhadores declararam encerradas as negociações e se compro- meteram que não haverá novas paralisações relacionadas aos mesmos apelos, agora atendidos. A única exceção recai sobre o não cumprimento do acordo.pontosAcordo entre os trabalhadores e sindicato:Reajuste salarial de 5,5% sobre os salários vigentes. a partir de 1° de setembro de 2026;Auxílio-refeição reajustado para R$ 500, válido para todos os motoristas, independentemente do horário, observadas as condições previstas na convenção;Auxílio cesta básica elevado para R$ 520;Estabilidade provisória para os empregados que comprovaram participação na paralisação do dia 20 de agosto de 2026. A garantia de emprego vale até 4 de outubro de 2026, desGreve dos rodoviários é canceladaA greve do transporte público, prevista para as 10h de quinta-feira (20), foi cancelada após acordo entre funcionários e empresas. A informação foi confirmada com exclusividade durante o programa Manhã no Ar, da TV A Crítica.Através de um telefonema ao vivo, os apresentadores Luiz Rodrigues e Rosiane Chagas conversaram com o presidente do Sindicato dosTrabalhadores emTransporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), Givancir Oliveira, que confirmou o cancelamento da greve após a confirmação de que o pagamento de salário seria realizado entre ontem e hoje.“A prefeitura já fez sua parte em pagar o subsídio do passe livre dos estudantes, então, caindo o pagamento da categoria na conta, não tem mais por que falar em greve. Ela seria para forçar as empresas a pagar em dia, já que só nos pagam com atraso”, comentou o presidente.Oliveira explicou que a iniciativa de parar 70% da frota na manhã de hoje se deu pela necessidade de agir de forma preventiva, já que, segundo ele, há um hábito rotineiro de pagamento atrasado, o que compromete os compromissos dos trabalhadores, como aluguel, mensalidade escolar e cartão de crédito. Sem o recebimento em dia, essas e outras contas sofrem o acréscimo de juros, que não são repassados pelos patrões.de que o trabalhador não cometa falta grave, conforme a legislação vigente.