Veículo: Jornal Vanguarda do Norte
Editoria: Economia
Tipo notícia: Reportagem
Página: 7
Data de publicacao: 26/05/2026
Origem da notícia: Iniciativa da mídia
Categorias: Assunto de interesse
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Alimentos e bebidas impulsionam crescimento da agroindústria

■ AGROINDÚSTRIAA agroindústria brasileira encerrou o primeirotrimestre de 2026 em terreno positivo, sustentada pelo avanço dos segmentos de alimentos e bebidas, mesmo em um ambiente de desaceleração industrial e juros elevados. Segundo levantamento da FGV Agro com base na Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção agroindus-trial acumulou crescimento de 0,4% entrejaneiro e março na comparação com o mesmo período do ano anterior.O resultado do trimestre foi consolidado por uma recuperação em março, quando o setor registrou expansão de 2,9% frente ao mesmo mês de 2025. A leitura do mês, no entanto, veio acompanhada de ressalvas: março de 2026 teve 22 dias úteis, ante 19 no ano anterior, fator que pode ter ampliado artificialmente parte do crescimento observado.Ainda assim, o desempenho da agroindústria contrastou com a fraqueza de boa parte da indústria de transformação. De acordo com a FGV Agro, 14 dos 23 segmentos industriais do país registraram retração no primeiro trimestre, enquanto atividades ligadas à cadeia agroindustrial permaneceram entre as poucas em expansãoAlimentos e bebidasO principal vetor de crescimento veio do segmento de produtos alimentícios e bebidas, que acumulou alta de 2,7% no trimestre. Dentro desse grupo, os produtos alimentícios avançaram 2,6% e as bebidas cresceram 3,3%.O destaque ficou com os alimentos de origem vegetal, cuja produção acumulou expansão de 4,3% entre janeiro e março, refletindo o aumento da fabricação de conservas, sucos, óleos, gorduras, arroz e trigo.Já os alimentos de origem animal foram beneficiados principalmente pela maior produção de carnes e laticínios. Em março, o segmento cresceu 6,2% na comparação anual.No setor de bebidas, o avanço foi puxado pelas bebidas alcoólicas. Em março, a produção do segmento cresceu 5%, enquanto as bebidas não alcoólicas recuaram 0,9%.BiocombustíveisNa outra ponta, os produtos não alimentícios continuaram pressionando o desempenho agregado da agroindústria.