Veículo: Jornal do Commercio
Editoria: Política
Tipo notícia: Reportagem
Página: A1-A8
Data de publicacao: 17/09/2026
Origem da notícia: Iniciativa da mídia
Tipo de valoração: Espontânea
Categorias: Sindicatos Filiados a FIEAM

Construção cobra soluções dos candidatos

ELEIÇÕES 2026 O primeiro "Encontro com Candidatos", promovido pelo Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas) e pela Ademi (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), contou com a participação de Maria do Carmo Seffair, candidata ao Governo, do Capitão Alberto Neto, candidato ao Senado e de empresários do ramo da cons-trução.O objetivo do evento foi ampliar o diálogo com os candidatos a fim de contribuir para a elaboração de planejamento que contemplem as demandas do setor da construção.

Construção cobra soluções no Amazonas

Construção cobra soluções no Amazonas

O primeiro "Encontro com Candidatos", promovido pelo Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas) e pela Ademi (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Amazonas), contou com a participação de Maria do Carmo Seffair, candidata ao Governo, do Capitão Alberto Neto, candidato ao Senado e de empresários do ramo da construção.
O objetivo do evento foi ampliar o diálogo com os candidatos a fim de contribuir para a elaboração de planejamento que contemplem as demandas relacionadas ao setor da construção. Licenciamento, logística, saneamento, habitação, mão de obra e licitação foram os principais assuntos do encontro.
O presidente do Sinduscon--AM, Frank Souza, enfatizou que a área da construção civil no Amazonas sofre com gargalos que precisam ser resolvidos com a ajuda do poder público a fim de dinamizar o setor produtivo. "É necessário criar políticas públicas permanentes de incentivo para alavancar este setor que é responsável pela geração de milhares de empregos. O empresário precisa trabalhar com previsibilidade", ressaltou.
Frank Souza atrelou a dificuldade de reduzir o déficit habitacional de Manaus, cerca de 130 mil moradias, a falta programas que levem em consideração o custo amazônico, os longos prazos para a liberação de licenciamentos e a dificuldade de contratar mão de obra qualificada.
Plano de Governo
Após ouvir o relato dos empresários, Maria do Carmo apresentou seu plano de governo. A candidata propõe a movimentação financeira do mercado da construção civil e do setor imobiliário no Estado com geração de emprego na capital e interior a partir da execução de grandes obras públicas pelo Estado.
Maria quer retomar e finalizar o projeto da Cidade Universitária, localizada no município de Iranduba, que está parado há mais de uma década. A candidata do PL pretende erguer na área um complexo universitário que irá contar com hospital, centro de pesquisa e oferta de 2,6 dormitórios.
Outra proposta para área da construção civil é o retorno do antigo DER-AM (Departamento de Estradas e Rodagens do Amazonas), que foi desativado pelo Governo do Amazonas em 1995. O órgão, que funcionou por mais de 40 anos, tinha a função de planejar e executar obras nas rodovias estaduais. Segundo Maria do Carmo, há muitos ramais e estradas para  serem pavimentadas, cujas obras dependem de um órgão preparado para a função.
A candidata do PL prometeu dinamizar a economia a partir da ampliação do número de obras de grande porte como a construção de hospitais e de Ce-tis (Centros de Ensino Integrais) em todos os municípios que ainda não contam com unidades de ensino integral. O plano de Maria do Carmo também contempla a reforma de todas as escolas do Estado.
Candidato ao Senado
O deputado federal, que concorre ao Senado, Capitão Alberto Neto, afirmou que vai destinar emendas parlamentares para construção de portos, aeroportos e revitalização de estradas em municípios do Amazonas a fim de contribuir para fortalecer a economia local e, ao mesmo tempo, abrir novos canteiros de obras que irão gerar renda para as empresas e trabalhadores.
Um dos eixos apresentados pelo candidato foi a redução do custo do crédito. Capitão Alberto Neto relacionou os juros elevados ao crescimento dos gastos e da dívida pública e defendeu uma máquina estatal menos onerosa como caminho para reduzir a pressão sobre o mercado de crédito.
"A gente tem que reduzir o Estado para que o Estado fique mais barato, pegue menos, exija menos crédito, reduza a dívida pública, e aí a gente consegue reduzir a taxa Selic e oferecer o crédito para todo o brasileiro mais barato. É assim que se desenvolveram os grandes países do mundo: foi com crédito, com crédito barato".
Para Alberto Neto, financiamentos com juros menores são fundamentais para viabilizar novos empreendimentos, ampliar a capacidade de investi)
)
mento das empresas e movi-) mentar setores que dependem 5 diretamente de capital para i crescer.
1 "Eu já vi alguns empreen-
2 dedores que trabalham só com r crédito próprio, mas é exceção, ) é exceção. E crédito, a gente fala
- de crédito barato. Crédito caro s não faz muito sentido, porque o r negócio começa a ficar inviável.
E aí, a nossa proposta, junto
- com o nosso próximo presiden-) te da República, o Flávio Bol-r sonaro, é reduzir o Estado. Se
- a gente não reduzir a máquina
- pública, se a gente não reduzir
o Estado, o Estado fica cada vez mais caro, e aí o Estado precisa pegar crédito. Então, vocês ficam concorrendo com o Estado".
Na abertura do encontro, o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, ressaltou a relação construída pelo setor com Alberto Neto e destacou a atuação do parlamentar em Brasília na interlocução com a construção civil.
"Meu amigo Capitão Alberto Neto, que sempre atendeu as nossas pautas em Brasília e sempre esteve muito presente".

Menos burocracia para novos empreendimentos
Além do acesso ao crédito, Alberto Neto colocou a desburocratização entre as prioridades para ampliar os investimentos. A proposta é simplificar procedimentos que hoje prolongam a aprovação e execução de empreendimentos, preservando a fiscalização e as exigências de responsabilidade ambiental.
O tema foi levantado pelo presidente da Ademi-AM, Henrique Medina, que chamou atenção para a redução no ritmo de aprovação de projetos e de novos lançamentos imobiliários em Manaus.
"Nós estamos aprovando menos projetos do que a gente estava aprovando e estamos lançando menos do que a gente estava lançando hoje. Isso significa que o estoque do mercado imobiliário das habitações em relação à nossa cidade está bem menor do que o estoque de um ano atrás. Isso é preocupante. Precisamos soltar essas amarras institucionais, sobretudo ambiental, para que a gente possa continuar seguindo em frente".
Ao responder à demanda, Alberto Neto assumiu o compromisso de atuar no Senado pela simplificação dos licenciamentos e pela revisão de entraves que dificultam a execução de obras e novos investimentos.
"Dentro desse projeto eu trouxe gatilhos de simplificação dos licenciamentos ambientais, porque a gente precisa de licenciamento para canteiro de obra. É uma complexidade, é o que nos interrompe. Eu quero deixar aqui meu compromisso com o Senado para que a gente possa recuperar vários pontos desse projeto e simplificar os licenciamentos. Simplificar não quer dizer 'liberar geral', não. É não impedir o progresso, é um progresso responsável, o que é possível, sim".

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