Bolsa brasileira encerra a quarta-feira em queda de 0,93%, na casa dos 185 mil pontos
Estadão Conteúdo
Depois da recente animação dos investidores com o avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais, o mercado passou por um dia de maior aversão ao risco que predomina no exterior, onde novas notícias a respeito dos conflitos no Oriente Médio provocaram um ajuste de posições globalmente.
O Ibovespa se afastou das mínimas no fechamento, firmando-se nos 185 mil pontos (185.629,04 pontos), mas seguiu em queda (-0,93%) até o fim dos negócios.
Nesta quarta-feira, 9, novos ataques a bases e navios dos EUA no Estreito de Ormuz levaram o petróleo Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), a fechar em alta de 3,36%, a US$ 101,21 o barril.
A alta do petróleo motiva ajustes nas carteiras dos alocadores globais pelo receio de que isso gere efeitos inflacionários no mundo. Na esteira do movimento da commodity, a Petrobras foi a única ação entre as blue chips a sustentar um pregão positivo.
"Enquanto não tiver um movimento definitivo do fim do conflito entre EUA e Irã em que diminua o risco e a eleição brasileira, os ativos vão oscilar bastante", afirma Rodrigo Knudsen, sócio da Portogallo Family Office.
Na última hora do pregão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que reduziu o PIS/Cofins sobre a gasolina em R$ 0,63 por litro e que corta o PIS/Cofins em R$ 0,19 por litro do etanol, zerando toda a tributação do produto. Também assinou Medida Provisória que prevê alívio de mais R$ 1 no litro do diesel. Para os especialistas e analistas, porém, o efeito sobre a renda variável local foi limitado.