A paralisação do transporte especial que atende os trabalhadores do PIM (Polo Industrial de Manaus) não pode ser tratada como um problema isolado entre empresas e empregados. A interrupção das rotas com promete direta mente o deslocamento de milhares de trabalhadores e pode atingir as linhasde produção, com efeitos sobre fornecedores, contratos e toda a cadeia econômica da Zona Franca de Manaus.
Em um momento em que o modelo já enfrenta pressões externas e precisa preservar sua competitividade, criar obstáculos internos à atividade produtiva é uma decisão que exige responsabilidade.
O direito de manifestação dos trabalhadores é legítimo e deve ser respeitado, mas também é necessário garantir a circulação eo acesso ao Distrito Industrial.
A Suframa já alertou para os riscos e solicitou providências aos órgãos competentes para ordenar o trânsito e, quando necessário, desobstruir as vias.
O impasse precisa ser solucionado pelo diálogo e pela negociação. A economia amazonense não pode pagar a conta de uma paralisação que ameaça empregos, produção e investimentos. Preservar o PIM é preservar uma das principais bases do desenvolvimento do Estado.