Rotas Trabalhadores foram impedidos de chegar nas fábricas com a paralisação da frota do Distrito
Da Redação
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Manaus
A paralisação dos trabalhadores do transporte especial, iniciada na madrugada desta quinta-feira (20), foi encerrada no período da tarde após acordo firmado em reunião entre representantes da categoria e das empresas do setor. Com o fim do movimento, os ônibus voltaram a operar normalmente nas rotas que atendem os empregados do Polo Industrial de Manaus (PIM). Pela manhã, várias interdições foram registradas em pontos bloqueando o tráfego dos veículos, especialmente nos bairros Armando Mendes, Cidade Nova, Compensa e São José, além da Bola da Suframa, Avenida Buriti, Distrito Industrial e Bola da Samsung.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento, Turismo, Rodoviários Intermunicipal, Interestadual e Internacional do Estado do Amazonas (Sifretam) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Especial, Turismo, Fretamento, Locadoras e Carros de Valores Intermunicipal de Manaus (Sindespecial) chegaram a um acordo e definiram os termos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (2026/2027).
A greve havia começado nas primeiras horas do dia e paralisou o atendimento ao Distrito Industrial de Manaus, provocando transtornos e atrasos para centenas de trabalhadores que dependem do serviço para chegar às fábricas.
Nas negociações entre patrões e empregados, as entidades confirmaram a manutenção dos benefícios já existentes e aprovaram a aplicação do percentual de 5,5% sobre os salários vigentes da categoria. O benefício teve um reajuste expressivo, passando de R$ 165 para R$ 500 mensais para todos os motoristas. O valor mensal do auxílio cesta básica benefício subiu de R$ 503 para R$ 520.
Em nota oficial, a diretoria do Sifretam agradeceu a compreensão dos clientes e das empresas parceiras durante todo o período das negociações e reforçou o compromisso do setor patronal com o diálogo permanente junto à categoria profissional.
O sindicato agradeceu a compreensão de seus clientes e parceiros ao longo do período de negociação e reafirmou o compromisso permanente com o diálogo entre as categorias econômica e profissional.
Durante a manhã, as fábricas sofreram com a falta de pessoal, com bloqueios de parte das rotas, o que afetou as empresas.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, encaminhou uma solicitação ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MP -AM) sobre a adoção de medidas e dos bloqueios.
Em documento enviado à ouvidora-geral do MP-AM, Silvia Tuma, o presidente da Fieam informou que foram registradas interdições em diversos pontos da capital amazonense, dificultando ou impedindo a circulação dos ônibus com os impactos da situação até sobre crianças atendidas por creches vinculadas às rotas do transporte especial, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).