Veículo: Rádio Rios 95.7 FM
Editoria: Jornal da Rios
Tipo notícia: Reportagem
Data de publicacao: 08/04/2026
Origem da notícia: Iniciativa da mídia
Tipo de valoração: Espontânea
Categorias: Assunto de interesse

Especialistas avaliam que ações do Governo Federal para conter alta dos combustíveis estão trazendo pouco ou quase nada de alívio ao bolso do consumidor brasileiro

APRESENTADOR:

REPÓRTER:  NORBERTO NOTARO

RESUMO:  

Especialistas avaliam que as medidas do Governo Federal para conter a alta dos combustíveis, como subsídios ao diesel e isenções tributárias, possuem caráter paliativo e impacto limitado ao consumidor. Segundo o economista César Bergo, o alívio imediato é ameaçado pela dependência do mercado internacional e pelas tensões no Oriente Médio, que pressionam o preço do petróleo. A análise aponta que, sem o fim dos conflitos, repasses de preço tornam-se inevitáveis a médio prazo. Como solução definitiva, defende-se o investimento estrutural em refinarias nacionais para reduzir a necessidade de importação de insumos como diesel e querosene de aviação.



TRANSCRIÇÃO:

(0:00) Especialistas avaliam que ações do Governo Federal para combater as altas (0:05) nos combustíveis estão trazendo pouco ou quase nada de alívio ao bolso do (0:11) consumidor brasileiro. As medidas anunciadas pelo governo para (0:16) tentar conter a alta dos combustíveis têm efeito mais paliativo do que (0:20) estrutural. Especialistas alertam que no médio e longo prazo grande parte do (0:25) aumento inevitavelmente será repassada ao consumidor.


(0:28) Nessa semana o Palácio do Planalto anunciou a ampliação da subvenção ao (0:32) diesel, a criação de um subsídio para a importação do gás de cozinha e a (0:37) isenção de impostos sobre o biodiesel e o querosene de aviação. (0:43) A ideia é dar algum alívio imediato, mas o impacto real para quem abastece ainda (0:48) deve ser limitado, como detalha o economista César Bergo. (0:52) São medidas paliativas que o governo está adotando, acreditando que a guerra se (0:57) resolva no curto prazo, mas no médio e longo prazo, se mantido as condições (1:01) internacionais, os aumentos adivirão, não tenha dúvida, porque se trata de uma (1:06) questão de mercado.


O preço do petróleo subiu bastante, isso vai ser repassado, (1:10) contando ainda que o preço do dólar está caindo, então isso ajuda um pouco o (1:14) equilíbrio das contas aí, porque o preço do combustível aqui, em função da (1:18) importação, ele é afetado também pelo preço do dólar. Então esse subsídio ao (1:22) diesel deve ajudar, deve reduzir um pouco o preço para os distribuidores e também (1:27) para os pós-gasolina, mas do outro lado você tem esse aumento realmente necessário (1:31) que está acontecendo. O fato é que o preço do combustível no Brasil continua (1:35) fortemente ligado a fatores externos, como o preço do petróleo no mercado (1:39) internacional e tensões geopolíticas.


O economista César Bergo explica que essa (1:44) realidade mostra a necessidade que o Brasil tem de reforçar investimentos no (1:49) setor. Então a solução para esse problema é uma solução estrutural, o Brasil tem que (1:53) construir refinarias, aumentar a capacidade das refinarias existentes para gerar mais (1:58) diesel, gerar mais gasolina, gerar mais queroseno de aviação, para não precisarem (2:02) depender tanto da importação, sendo que o queroseno da aviação a gente importa cerca de (2:07) 17%, o diesel em torno de 30%, a gasolina em torno de 15% a 20%, então essa (2:12) dependência ainda do mercado internacional faz com que os preços subam para o (2:16) consumidor. Na opinião do especialista, a única saída agora para que os impactos (2:19) realmente não existam é o fim das tensões no Oriente Médio.


(2:24) Agência Rádio Web, próxima reportagem, Norberto Notaro.

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